29 de fevereiro, 2016

VIDA

 

VIDA
[o sorridente
às segundas-feiras
é um chargista nato]

passará
está passando

passa
muito depressa

tiquetaqueando
guilhotina
o tempo

pessoas são
outras vêm
algumas nem tanto

hoje venta
ontem chove
amanhã faz sol

erros
podem se tornar perdões
com goles de choro

acertos
estão grávidos de abraços de sorrisos

amores
que pedem vinhos
que pedem fotografias
que pedem alianças
que pedem filhos
que pedem canções
que pedem poemas
que pedem plurais

se tudo chegará ao fim
por que
abreviar
felicidade?

pois quem assim vive
comete atentado

DIOGO ARRAIS – mesmapoesia.com.br

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15 de fevereiro, 2016

Gargalhar Amor

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Gargalhar amor
​é passear contigo, apreciando nossas praias
​É brincar, mesmo sendo adulto
​É pensar que, a cada rabisco, faremos história.
​Gargalhar amor
​É pisar juntos areia
​É correr pela avenida
​É dar as mãos, trocando suores juvenis
​Gargalhar amor
​É pegar carona à luz da fantasia
​É desafiar nossos instintos
​É recriar, é reaprender, é sentir,
É pensar, é ter saudade
​Gargalhar amor
​É rir do que se foi e se preparar para o que vem


​Este longo riso, que não termina
​Que passa
não somente por lábios, mas por artérias,
​Gargalha amor.

​DIOGO ARRAIS – @mesmapoesia.com.br

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04 de fevereiro, 2016

CARONA

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Vendo-a chegar a minha direção
Dispara meu riso involuntário
Agora é solidão passageira
Sua velocidade diminui
Você reduz a passada
Para em frente a mim
Bem-educada indaga
“Quer carona?
Quaisquer negações inexistem
Desejo apenas correr
Correr, estar e ser (em sua companhia)
Viajar por sua estrada
Vento na cara
Num calor sanguíneo
Seremos bússolas
Apontaremos o norte de nossas paixões

DIOGO ARRAIS @mesmapoesia

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