23 de março, 2016

CESÁREA

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21 de março, 2016

Como Tratar Admiradores

Um homem a seus pés, mulher, sabe o que quer. Sabe o que não quer também. É o famoso homem decidido. Você tem um cara assim na sua vida?

Não brinque com sua habilidade de atração, pois – análoga a um fruto – pode apodrecer.

Regue seu(s) admirador(es) com a mais absoluta verdade, educação, pontuando-lhe(s) limites. Como certa vez disse meu ex-professor de Roteiro: “Não ofendendo, o enredo será aceito. Não vale usar a ofensa!”

Infelizmente, muitas mulheres confundem gentileza e verdade com “babação de ovo” e perdem uma grande oportunidade amorosa.

Reflexão: por que, apesar de desejarem um homem bem-educado e romântico, muitas mulheres , ao encontrá-lo, simplesmente não o valorizam?

Não gostou de alguma atitude desse admirador? É fácil resolver: diga isso a ele, sem nenhum pingo de censura. Todo cidadão sensato não gosta de sentir que incomoda.

Se ele não é sensato, bloqueie-o de sua vida e diga que ele é um falso admirador. Você contribuirá com o processo de evolução desse ser humano. Neste mundo, temos uma importante missão.

Mais importante que tudo isso acima, lembre-se de quem você atrai e, principalmente, de quem você quer na sua vida. Odiar o romantismo pode ser realmente o que lhe agrada, mas lamentável é perder alguém de nobres valores em sua rede social.

DIOGO ARRAIS – @diogoarrais

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17 de março, 2016

embriagado de amor

Irene não aguentou. Depois de tantos encontros, mensagens, formas ininterruptas de carinho e obtenção de frias respostas, resolveu ir até a casa de Adolfo, levando apenas um bilhete. No caminho, parou no bar e pediu uma dose de tequila. Bebeu, pagou e deixou o troco para o simpático garçom.
Chegaria muito rápido ao encontro de Adolfo, porém resolveu refletir mais alguns minutos. Reviu as mensagens telefônicas, releu o bilhete, disse em voz alta alguns impropérios e começou a lacrimejar. Retornou ao bar.
Sorrindo sempre, o garçom sugeriu-lhe uma nova tequila. Bebeu tão impulsivamente que nem viu o limão e o sal. Desta vez, os olhos de Irene e do garçom abraçaram-se.
De maneira educada, o garçom soltou um “tudo bem?” e Irene entrou em prantos. Contou tudo que acontecera. Curioso, o garçom quis ler o famoso bilhete e emocionou-se diante de tão belas estrofes.
De forma bem-educada, incentivou Irene a ir a casa de Adolfo. Ela pediu mais uma tequila, criou coragem, respirou fundo e foi.
Atravessou os poucos quarteirões que restavam até seu destino. Apertou três vezes a campainha e, enfim, Adolfo apareceu, sempre gélido nas ações, convidou-a a entrar. Ela sorriu ironicamente, negou-se e entregou o bilhete com as mais amorosas palavras de amor que ela já redigira.
– Gostou? Sentiu algo? – indagou Irene.
– Não entendi estas palavras “volúpia”, “inebriante”, “latente”. – respondeu o homem.
Sem se despedir, Irene sentiu ali o veneno da insensibilidade alheia correr por suas veias. Rasgou o papel e decidiu retornar ao bar. Desolada, pediu uma das doses mais alcoólicas de sua vida.
Ao levantar o pescoço e segurar o copo, viu um guardanapo – deixado pelo garçom – com alguns dizeres: “Saudade será quando deixares de pedir a mim tuas tequilas.”
Dizem os vizinhos que, após o expediente, aquele boteco foi embriagado de amor.

DIOGO ARRAIS – @diogoarrais

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