11 de abril, 2016

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11 de abril, 2016

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08 de abril, 2016

EMOÇÃO

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Emoção, do francês émotion, é psicologicamente a reação intensa e breve do organismo a um lance inesperado, a qual se acompanha dum estado afetivo de conotação penosa ou agradável.

A lágrima é a vivificação do sentimento. É a visita de um ente querido por meio dos olhos. É a trilha sonora da alma. É a veia aorta declarando-se, ajoelhada. É o sangue debruçado na janela, tomando o sol da vida.
A lágrima é o nosso piano de cauda, na nossa sala de estar. É o champanhe nas taças de nossas biografias. É o livro mais puro, jamais empoeirado, nas estantes corpóreas e espirituais.
A lágrima é um milagre em forma de rio, a umidificar qualquer noção de razão. É – a lágrima – aquele retrato emoldurado por gratidão. É o perdão. É a surpresa. É a tristeza, é a alegria. É o sonho – ebulição.
A lágrima é a melhor forma de se declamar poesia. É sempre mais alta que qualquer aplauso, é sempre mais sonora que qualquer gemido. Tem o inebriante poder de atrair atenção e, sendo ou não pública, é uma forma líquida do “eu te amo!”.
A lágrima fez a Música. A lágrima compôs o Palco, renasceu as melhores noções de personagem. A lágrima criou a Caneta. A lágrima gerou o Cinema; foi por ela a Fotografia. Sem lágrima não há texto, sem lágrima a palavra resfria-se.
Tão nobre é a lágrima que ela jamais precisou de vestimenta. Fala qualquer idioma. Não precisa de passaporte. Jamais solicita convite. Emudece ditaduras. É concerto.
Nota-se o sentimental quando, de repente, ela vem.
Lágrima!

DIOGO ARRAIS – @diogoarrais

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