27 de agosto, 2016

amor

SÁBADO

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25 de agosto, 2016

sabe por que eu me casei com você

SABE POR QUE EU ME CASEI COM VOCÊ?

O tempo foi passando e foi ficando sem-graça os momentos sem você. Você se tornou minha mania, porque passou a entender as minhas manias, e eu as suas. Fui entendendo a imperfeição do Ser, mas dois imperfeitos – em um mesmo propósito – podem fazer a vida menos imperfeita. Com seu amor, a vida é mais próxima da perfeição.
No nosso mundo quase perfeito, eu já conheço que você gosta de tapioca e brigadeiro. Você conhece o meu gosto pelos filmes de Velho Oeste. A gente se diverte vendo Friends e cantando Lulu.
No nosso mundo quase perfeito, sei que você ama o edredom mais velho e o silêncio aos domingos de manhã. Você conhece minhas emoções pelo Roupa Nova, minha adoração completa por Fusquinhas. A gente se diverte lavando os banheiros para receber visitas. E como é engraçado a guerra de água do balde.
No nosso mundo quase perfeito, usamos a primeira pessoa do plural. Nós nos defendemos de nossos defeitos. Aprendemos com eles. Temos taras parecidas, não escondemos o tapete nem a sujeira. Somos dois aprendizes do amor.
No nosso mundo quase perfeito, sei que você adora cães e, apesar de eu não ser tão fã assim, sempre organizo a festinha de aniversário do nosso Fredinho. Você vai me ensinando a amá-lo… dia a dia. A gente se diverte até no carnaval de rua da cidade do seu pai. E como é engraçado ver o seu Geraldo dizer: “Vocês dois não prestam mesmo! Parecem crianças! Onde já se viu beber pinga assim?”
A gente se diverte tanto que o povo sempre pergunta : “São amigos ou casados?” Olhamos um para o outro e respondemos em uníssono: As duas coisas (como quando a Chiquinha fazia com o Chaves).
No nosso mundo quase perfeito, sei que você dobra a barriga de riso quando vê as minhas péssimas imitações do Sílvio Santos e da Maria Bethânia. Você conhece a minha preferência por piadas bobas. E rimos como apaixonados. A gente se diverte, até quando tudo está muito chato.
Tiramos até “par ou ímpar” para saber se será vinho ou cerveja no drinque de sexta-feira. Você sempre ganha, mas quando ganho finjo que você ganha. E você sempre escolhe a opção para me agradar. Porque vejo em seus olhos que sua felicidade é a minha, e eu sinto em meu peito que minha felicidade estará sempre atrelada à sua. Como é prazeroso agradar seus desejos.
Ah! Não esqueça o que deixei escrito no bilhete de geladeira, mais cedo: “Vou te pedir em noivado hoje de novo, no meio do Karaokê! Aguenta a breguice, hein?”.

DIOGO ARRAIS – @diogoarrais
www.youtube.com/mesmapoesia

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24 de agosto, 2016

NÃO É SEU SEXO QUE ME TRAZ AS MELHORES MEMÓRIAS

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Não é seu sexo que me traz as melhores memórias. Longe disso. Mudaria minha vida para ter seu riso de volta. E hoje posso admitir: gozo de verdade era vê-la rir. Rir loucamente.
Aquele sem-freio no gargalhar me alucinava.
Nas gavetas de minha recordação, estávamos na sala (e claro! não víamos nem a metade do filme), quando vinha uma cena engraçada. Você ria, eu me desnudava.
Era você disparar um riso solto que me subia a íntegra vontade do entrelaço de nossos dentes. Não tive o tempo certo para dizer, mas seu riso é a mais sensual forma de “gozação” que já vi (se é que agora me entende).
Talvez agora saiba por que eu pedia áudios com sua risada. Repetia aquele som como a música que tocava meu coração. No carro, no banho, na cama, no café, onde eu estivesse, era como som de piano bar o que sua alegre forma me trazia.
Houve um dia, em que estava viajando, e a bateria de meu telefone descarregou na rua. Havia também esquecido o carregador do maldito aparelho. Esmurrei o ar. Xinguei. Não me vinha outra sensação diferente da raiva. Tentei em vão, por algumas vezes, imitar cada “rá-rá-rá” seu.
Irracionalmente, parei o primeiro cidadão que vi, contei da minha emergência, do meu estado de apreensão e liguei a cobrar. Você atendeu:
– Alô! Que número é este? – você indagou.
– É o seguinte, amor: ou você ri agora ou eu me enlouqueço de saudade!
– Gente, que loucura é essa?
– Ria, vai! Daquelas boas e longas gargalhadas suas, vai! Vai!
Fechei os olhos, abaixei a cabeça, tapei o outro ouvido, à espera de chegar novamente ao paraíso.
– Então, é o seguinte: quando você chegar precisamos conversar. Paulo me ligou e tivemos um reencontro. Estou péssima e não tenho motivos para sorrir. Estou confusa. Me entende também, vai. Assim que chegar, me avise.
As lágrimas lentas denunciavam a tragédia. Pálido, cúmplice da minha dor, o dono do telefone disse com cuidado:
– Morreu alguém, senhor?
– Sim. Neste exato momento! Acabo de perder.
O solícito senhor – com a mão sobre o peito – disse a mim:
– Meus sentimentos!

DIOGO ARRAIS – @diogoarrais
www.youtube.com/mesmapoesia

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