03 de outubro, 2016

DOAR É QUANDO A ALMA RESPIRA

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O filho do amor é a doação. Fazer pelo outro até mais do que faria a si é propagar vida, é entender que somos parte de uma engrenagem que só funciona com a solidariedade.
O amor gera sentimentos infinitos de renascimento, de perdão, de compreensão, de novos céus azuis a uma alma que pode estar sufocada. Pratiquemos o “eu te amo, meu irmão!” – que terá como consequência um mundo com pessoas e animais melhores.
Doar, bravíssimo verbo de generosidade, professa lições; traz ao ser saberes até então aparentemente inatingíveis. Quem pensa em doar pensa em evoluir; de outro, os que também não se doam estacionam-se diante do deserto.
Doar uma palavra, doar um gesto mesmo pequenino, doar intenções, doar o que seria muito difícil – cada um sabe o que lhe possível.
Que seríamos, se não pudéssemos ter a satisfação em ajudar? Porque passamos, dia a dia, maravilhados com o latido carinhoso de um cão, maravilhados com a dúvida retirada pelo médico, maravilhados com a lembrança de um amigo, maravilhados com o beijo de quem nos quer bem.
Um homem que passa sua vida escrevendo histórias de compaixão é um escritor da paz; é um gênio na arte de entender o alívio dos que têm sede, dos que sofrem (como ele também já sofreu). Um homem, que quer ser lembrado no futuro, pensa em minimizar erros, questionando o que não sabe, e seguindo os rumos puros da enorme luz chamada amor.
Amor, quando doado, tem o norte da esperança, da justificativa para dias bons e dias ruins. Amor, quando doado e guiado por desprendimento, é como barco que não se assusta com tempestades. Transcende, viaja, entrega flores ao invés de pedras.
São os doadores os que fazem com a simplicidade sinfonia, os que geram ao mundo os acordes mais sonoros em meio a ruídos egoístas. Eles, os amantes da vida, cantam em meio à rouquidão, dançam em meio ao silêncio frio, dão a mão quando nem dedos mais têm. Mas dão sem querer receber, porque assim preferem viver.
Doar é quando a alma respira.

DIOGO ARRAIS
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