01 de novembro, 2016

EU TE AMO!

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Seu peito sente. É hora de dizer “eu te amo!”. E não importa o tempo, porque o tempo é sempre muito relativo. Sendo “cedo” ou “tarde”, diga. Que se dane tal tempo, mas que se valorize o sentimento sincero em seu peito.
Como diria Lenine: “a vida é tão rara!”, porque podemos estar diante dos nossos últimos minutos de vida. Não podemos levar para o além nossa intensa vontade de declarar a quem amamos. Declarar o carinho, dizer a admiração, acender todas as nossas gratidões por aquilo existir.
Não diz “eu te amo!” os que veem o amor como luta, jogo, batalha, estratégia. Não. Coração não é tabuleiro de xadrez, tampouco pôquer. Coração é coração, é vida, é a inexatidão do atemporal.
Temos muito medo de decepção, mas teremos maior decepção com o arrependimento (como de tanta gente que infelizmente teve que se apoiar na dolorosa saudade de um alguém que se foi). É duro arrependermos de ter a vontade de dizer o que não foi dito.
E se não ouvirmos o mesmo “eu te amo!”? Estaremos frente a um outro alguém sincero, que também só dirá quando sentir a verdade sentimental, ou mesmo saberemos que aquele alguém não é para nós. Não podemos pensar em felicidade com o receio de não recebermos o que doamos. Devemos ter sim o receio de não colocarmos em voz o que pede nosso íntimo.
Um “eu te amo!” pode mudar quem o recebe. É uma forma de acordarmos o amor do outro. Gente desacreditada precisa de um empurrão, não acha?
Estamos, desde crianças, rodeados de conselhos; rodeados de advertências sobre a maldade no mundo. Plantemos, pois, amor. Há forças inexplicáveis que promovem a justiça com quem o bem planta. Para isso, basta falar; basta escrever; basta observar detalhes de quem se parece com os seus anseios.
É tudo tão virado no mundo que não calculamos tempo para dizer “eu odeio Fulano!”, mas nos reviramos para dizer o oposto – até porque pessoas mais próximas (que também já se machucaram) tentarão nos desviar da estrada do nosso maior sonho.
Oras! Não há risco ao amar, ou, então, não era amor.

DIOGO ARRAIS
www.youtube.com/mesmapoesia

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