08 de janeiro, 2018

A Humildade e a Avó

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Num dia, o ser passa a entender que só chega além se pedir desculpas. Se for mais humilde, mais humano, tentando ser menos errante. Porém, como é difícil admitir um erro, um vacilo, um escorregão. Vem à mente a dura sentença: “É melhor mesmo mudar de assunto!”.
Erro também tem a ver com perdão. Quem erra geralmente gosta de ser perdoado (isso, o perdão, dificilmente ocorre). É muito curioso como os dois lados da moeda (digo, conversa!) precisam ser humildes – ora para ouvir, ora para não julgar. Mesmo porque a outra parte, num dia, errará.
Meu amigo, e quando dói na gente?.. e se for contra um nosso parente? Contra o nosso duro trabalho? Aí está lançada a confusão, e não tem essa de português benfeito na sala de estar. É mandar aos quintos dos… deixa para lá. E todo o cuidado com os excessos some. Complexo demais e o risco é abissal!
É certo ou errado estar certo de algo?
Acredito que sofram menos os que têm simplicidade; o cidadão avoado de besteiras. Aquele cidadão ou cidadã despretensiosos, com os olhos cheios de verdade e um coração tão doce (mas tão doce!) que faz lembrar a nossa avó dando presente à gente, com o bilhete de letrinhas tremidas, em noite de Natal.
Avós normalmente dizem: “Será que é tão bom ter razão em tudo que se faz? Eu, meu filho, é que não sei de nada (e no fundo elas têm um caminhão de histórias).”
Vó é a criatura que mais faz questão de mostrar a intenção. Tenciona ser humilde, um grau de bondade a que qualquer um quer chegar. Ama, desligando-se de picuinhas e valorizando o que há de bom. Deixando de perseguir episódios negativos; buscando novos rumos à paz.
Humildade é uma virtude tão respeitosa que quem tem não fala. Quem acha que é não é. No entanto, quem exercita ser um pouco é (e isso é bonito demais).

DIOGO ARRAIS – @diogoarrais

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