28 de setembro, 2016

NOIVA BEIJA OUTRO NA DESPEDIDA DE SOLTEIRA

alien

Quem não quer ver erro deve se distanciar dos seres humanos; da relação. Eu erro, tu erras, nós erramos. Na convivência, o pior é errar sabendo que outro vai se machucar e, aí, é não ter medo de colocar tudo a perder.
Antes de toda ação, deve haver o filtro do outro. Sabe aquela máxima “na dúvida, não faça!”. Despedidas de “solteiro”, quando em princípio as pessoas estão noivas, são arriscadas quando repletas de goles etílicos, excessos e irresponsabilidade.
Terminou tragicamente o noivado de Pablo e Emma, quando a foto de Emma beijando um rapaz (que ela conhecera na despedida) viralizou na rede mundial de insanos computadores.
Para mim, Pablo exagerou ou – já indeciso quanto ao felizes para sempre – usou o fato como justificativa para o ponto-final. Foi rígido, e as pessoas têm total direito de normas fixas.
No entanto, pergunto-me onde fica o perdão. Pergunto-me onde fica o colocar-se no lugar do outro, diante de um momento de tamanha mudança. Eles mudariam de lar, construiriam um ninho, discutiriam espaço no guarda-roupas, misturariam chaves de carro e casa, brigariam diante da mania do outro, teriam filhos.
Emma também poderia estar sufocada; desesperada para rasgar os convites de casamento e gritar ao seu ego: “Eu quero mesmo é estar só!”. Ela é livre, como qualquer um, mas pega mal não ter dito cara a cara sua real intenção.
Se eu fosse Pablo e ouvisse o pedido de desculpas, veria o episódio para colocar à mesa as cartas; para evoluir. Sem jogo, mas com amor. Mesmo porque acredito naquele título de drama do Carpinejar: O Amor Perdoa Tudo.
Por isso, é que existe o Senhor-Solução-A-Muitos-Casos: o diálogo franco, aberto, repleto da lágrima mais verdadeira: a confissão.

DIOGO ARRAIS
www.youtube.com/mesmapoesia – INSCREVA-SE

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