12 de dezembro, 2016

Transposição

 

 

            O amor nos transpõe. Leva-nos para o parque, senta-nos abaixo das árvores, sentindo o frescor do vento na face, ouvindo os pássaros saudarem a vida, coreografando o sagrado dom da liberdade.

            É o amor a transposição para o mar. Dançamos com o vaivém das ondas, mergulhamos profundamente na maré filtrada de emoções. Amando, somos tão doces quanto os golfinhos; somos belos, irretocáveis e harmônicos como corais.

            Assim vivendo, abaixamos o volume dos erros, e aumentamos o refrão sentimental. Presenteamos a audição com o que, de fato, importa: carinho, perdão, gentileza, confissão, gratidão.

            Um homem que ama precisa falar pouco, porque o que sente é acima de qualquer palavra. É alguém que se derrama de alegria por ter sido transposto para o habitat da paz, da calmaria, da serenidade, da água límpida.

            Não há recompensa maior no mundo que a viagem proporcionada pelo amor.

            DIOGO ARRAIS

            youtube.com/mesmapoesia

Compartilhe este texto
Escreva seu comentário

* Preenchimento obrigatório. Seu email não será divulgado.
Quer que sua foto apareça no comentário? Clique aqui.
Comente pelo Facebook